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PESSOAS SÃO O MAIS IMPORTANTE

ENTENDA POR QUE ALGUNS TÊM DIFICULDADES PARA EMAGRECER E OUTROS PARA GANHAR MASSA

Você provavelmente conhece alguém que come muito, porém é magro. Ou treina bastante, mas não é musculoso. Ou que vive na dieta e mesmo assim não emagrece.

Há quem acredite que é tudo culpa do metabolismo, que é mais acelerado para alguns do que para outros, ou que o histórico genético da família contribui para que algumas pessoas tenham mais diculdades para chegar a seus objetivos do que outras.

Homens e mulheres
Quando comparamos os gêneros masculino e feminino, descobrimos que as mulheres têm mais facilidade em engordar que os homens. Isso acontece por questões fisiológicas. Se você colocar 10 litros de combustível em carros de modelos diferentes, certamente o desempenho deles será diferente. O carro que gastar mais combustível por quilômetro rodado por certo tem um motor mais potente ou é mais pesado.

Com o corpo humano, acontece a mesma coisa. As diferenças fisiológicas entre homens e mulheres começam a aparecer a partir dos 10 anos de idade, em média. Isso porque as meninas chegam a sua maturação sexual e de estatura entre 11 e 12 anos. Já os meninos crescem, em média, até os 15 anos e há homens que crescem mais dois centímetros até os 21 anos.

Ou seja, os homens têm mais tempo para crescer, logo, têm ossos maiores e mais pesados, têm mais massa muscular e também têm entre 80% e 90% mais testosterona – hormônio anabólico, que aumenta a massa muscular – que as mulheres. Um homem de 1,70 metro de altura com peso de 70 kg tem um custo energético maior que o de uma mulher de mesmo peso e altura, pois o “carro” dele é mais pesado. Homens e mulheres sedentários com a mesma altura e peso geralmente têm percentual de gordura diferentes, a mulher mais que o homem.

Isso quer dizer que o homem pode comer mais que a mulher, pois a sua taxa metabólica basal, ou seu metabolismo de repouso, é mais alta que a de uma mulher. E é por isso que, em média, as mulheres têm mais dificuldade para perder peso que os homens.

Questão de hábito
Porém, se compararmos mulheres com mulheres e homens com homens, as diferenças fisiológicas diminuem e você dificilmente vai encontrar alguém que come pouco com excesso de peso ou alguém que come muito de tudo com baixo peso.

Pessoas que comem bastante, porém são magras, geralmente não comem doce. Nós já falamos aqui na coluna que quem come poucos alimentos com açúcar tem poucos picos de insulina, logo impermeabiliza pouco a célula e não absorve tudo o que entra na corrente sanguínea. Observe o comportamento das pessoas em uma festa. Aquele que comeu muitos alimentos salgados, mas dispensou a sobremesa, geralmente é magro. Outro fator que contribui para isso é mastigar mais o alimento. Há pesquisas que mostram esta relação: quem come mais devagar e mastiga mais vezes a comida, na média, é magro.

E quem tem dificuldades em ganhar massa?
Se o seu foco é ganhar massa, porém tem dificuldades para chegar a seu objetivo, primeiro vá ao médico e verifique se você tem algum problema de absorção de nutrientes, como verminose. Isso é relativamente comum e é facilmente solucionado com um vermífugo.

Se você não tiver nenhum problema de absorção de nutrientes, pare e pense se a sua alimentação é de fato adequada para o seu treino – do ponto de vista de frequência, carga e intensidade. Tem muita gente que pensa que, ao duplicar o treinamento, vai duplicar o ganho de massa, mas se esquece de duplicar a alimentação também. Quem treina mais, tem de se alimentar mais, independentemente do objetivo do treino.

Só para se ter uma ideia da importância da alimentação, a dieta de um maratornista e de um fisiculturista é semelhante em percentual de distribuição de carboidrato, proteína e gordura. Ambos consomem de 5 a 7 mil quilocalorias por dia. Mas por que um é magro e esguio, enquanto o outro é musculoso? Porque o maratornista precisa de muita energia para gastar nos mais de 100 quilômetros que corre por semana, já o fisioculturista, apesar de ter um custo energético menor, precisa de energia acumulada no músculo. Enquanto um consome muita energia para poder gastar no treino, o outro consome muita energia para acumular no músculo.

As pessoas querem mudar sua composição corporal, porém escolhem a modalidade errada, ou se alimentam mal, pois têrm hábitos errados. A cada dez pessoas gordas, 9,7% têm excesso de peso porque comem muito ou têm hábitos de alimentação inadequados. O comportamento influencia muito neste cenário. Engordar ou não ganhar massa são questões multifatoriais, porém, os hábitos, e não a genética, pesam mais.

Há alguns anos, acreditava-se que a composição corporal das pessoas estava mais ligada ao componente genético do que ao componente hábito. Hoje é o inverso. Quem come pouco, pesa menos. Quem come alimentos com carga glicêmica maior, pode engordar ou ganhar massa com mais facilidade. Tudo depende das suas escolhas, e não da sua genética.

Moral da história: somos o que fazemos repetidamente, por isso o mérito não está na ação, mas sim no hábito.

EQUIPE AMS ACADEMIA

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